A Formiga e a Neve

Num dia de muito frio uma formiguinha saiu para fazer o seu trabalho de encontrar alguma folhinha. Caminhava sobre a neve quando de repente um bolo de neve prendeu seu pé.

A formiguinha fez muita força para soltar seu pezinho da neve, mas vendo que não conseguia pediu:


“Ó neve, tu é mais forte que eu solta o meu pezinho.”

A neve respondeu: “Mais forte do que eu é o Sol que derrete a neve”.

A Formiguinha então pede ao sol: “Sol vós que sois mais forte que a neve, derrete a neve para que ela solte o meu pezinho.”

O Sol responde: “Peça à parede que é mais forte que eu e me impede de passar.”

A formiguinha pede a parede: “Parede, vós que sois mais forte que o Sol, deixa a luz do Sol passar para derreter a neve soltar o meu pezinho.”

A parede respondeu: “Mais forte que eu é o rato que me rói e fura.”

A formiguinha então pede ao rato: “Rato vós que sois tão forte, que róis a parede que impede que sol derreta a neve solta o meu pezinho”.

 

O rato responde: “Mais forte que eu é o gato que me come.”

A formiguinha então pede: “Ó gato que come o rato, que roí a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho”.

O gato responde: ”Mais forte que eu é o cachorro que me persegue.”

A formiguinha então pede: “Cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que roí a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho”.

O cachorro disse: “Mais forte do que eu, é o pau que me bate”.

A formiguinha pede: “Pau que bate no cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que fura a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho.”

O pau responde: “mais forte do que eu é o fogo que me queima.”

A formiguinha pede: “Ó fogo que queima o pau, que bate no cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que roí a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho.”

O Fogo diz: “mais forte do que eu é a água.”

A formiginha implora:”Ó água que apago o fogo, que queima o pau, que bate no cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que roí a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho.”

A água respondeu: “Mais forte do que eu é o boi que me bebe.”

A formiga implorou: “Ó Boi que bebe a água, que apaga o fogo, que queima o pau, que bate no cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que roí a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho.”

O boi responde: “mais forte do que eu é o açougueiro que me abate.”

A formiga implora então: “Açougueiro, que abate o boi, que bebe a água, que apaga o fogo, que queima o pau, que bate no cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que rói a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho.”

O Açougueiro diz: “mais forte do que eu é a morte que me mata.”

A formiguinha apela: “Ó morte que mata o açougueiro, que abate o boi, que bebe a água, que apaga o fogo, que queima o pau, que bate no cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que roí a parede, que impede o sol, que derrete a neve, solta o meu pezinho.”


A morte então responde: “mais forte do eu é Deus.”

A formiga então pede: “Deus que és mais forte que a morte, que mata o açougueiro, que abate o boi, que bebe a água, que apaga o fogo, que queima o pau, que bate no cachorro, que corre atrás do gato, que come o rato, que roí a parede, que impede o sol, que derrete a neve solta o meu pezinho.”

Deus então ordena que a morte deixe o açougueiro, que não abata o boi, que não beba a água, que não apague o fogo, que não queime o pau, que não bata no cachorro, que não corra atrás do gato, que não coma o rato, que não fure a parede, que não impeça o sol, que derreta a neve e solte o pezinho da formiga, que vai em paz para o formigueiro.

Você Sabia?

Histórias portuguesas em geral falam da comunidade, dos costumes, da escala de valores e da ética e também dos costumes e da organização do saber da sociedade.

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