Dona Baratinha

Era uma vez uma baratinha que queria se casar.

Um dia ela varria sua casinha e encontrou uma moedinha. Comprou um laço de fita, colocou o dinheiro na caixinha e foi para a janela esperar um noivo passar.

E Dona Baratinha sonhava com um noivo que lhe chamasse meu amor, que lhe falasse com carinho que ela era a baratinha mais cheirosa e perfeitinha, mais formosa e bonitinha do universo. Seu noivo tinha de ser belo, um cavalheiro de fala mansa, de palavras doces.

E da janela Dona Baratinha sacudindo a caixinha dizia: “Quem quer casar com a Senhora Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?”.

Passou então um boi e a baratinha perguntou: “Sr Boizinho que vai passando quer casar comigo?”. O boizinho respondeu: “Claro gentil senhorita”. A baratinha então perguntou: “Como é que você muge?” O boi respondeu: “MUUUU...” A baratinha caiu no chão de tanto susto. Desistiu na hora do casamento e seu boizinho foi embora.

Mais tarde surgiu na estrada um cachorro. Dona Baratinha perguntou . “Sr Cachorrinho quer casar comigo?” O cachorro todo galante disse: “Quanta honra lindíssima Baratinha, claro que quero!”. Toda animada a baratinha perguntou. “Diga-me como é que você late?”. O cachorro afinou a voz e soltou um forte latido: “AU AU AU”. A baratinha levou um terrível susto e desistiu logo desse noivo barulhento.

Mais tarde passou um gato. A baratinha perguntou: “Sr Gato será que desejaria casar comigo?” O gato muito confiante no seu sucesso pessoal disse: “Senhora Baratinha, concordo em me casar com a Sra, seremos um lindo casal”. A Baratinha pediu: “Antes gostaria de saber como é que o senhor mia?” O gato que era cantor soltou a voz: “MIAAAAAAAU”. A baratinha quase morreu de susto, tampou os ouvidos que doíam e desistiu de mais esse noivo.

Mais tarde passou pela casa da baratinha um rato todo elegante. Animada ela perguntou: “Sr Rato quer comigo se casar?” D. Ratão como era chamado não hesitou e disse: “CLARO!”. A noivinha perguntou: “Sr Ratão como é que o senhor chia?” “XI XI XI...”. A baratinha toda contente gritava para a vizinhança. “Finalmente encontrei o noivo dos meus sonhos!”

Começaram os preparativos do casamento. Cada bichinho do jardim deu um presente e fizeram uma grande feijoada.

O casamento ia começar 10 horas, uma hora antes Dona Baratinha já estava pronta e se dirigiu até o toco da jaqueira, onde dona Coruja celebraria a cerimônia.

Enquanto Dona Baratinha esperava, D. Ratão sentindo o cheiro da feijoada que fervia no fogo, resolveu dar uma provadinha. Debruçou-se na panela e TCHUM... QUE TRAGÉDIA CAIU DENTRO DO FEIJÃO!

Os urubus se encarregaram de dar a notícia fúnebre: “D. Ratão caiu na panela do feijão. Coitado do ratinho, coitado do ratão que morreu cozido assado dentro do caldeirão”. Todo o jardim ficou de luto de D. Ratão. Dona Baratinha desolada demorou para se recuperar, chorou, chorou, chorou até que um dia, varrendo sua casa achou outra moedinha, comprou outro lacinho de fita e foi para a janela procurar um noivo para casar.

Você Sabia?

Histórias portuguesas em geral falam da comunidade, dos costumes, da escala de valores e da ética e também dos costumes e da organização do saber da sociedade.

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