Conchinhas do Mar

Numa casinha à beira-mar, vivia, em companhia de seus pais, uma linda menina. Sua mãe passava boa parte do dia envolvida nos afazeres de casa, mas naquele dia, especialmente, estava muito ocupada, terminando um lindo vestido para a formatura da filha. 

A menina, de seis anos, ainda não se preocupava com festas e vestidos. O que lhe interessava era ir à praia juntar conchinhas para aumentar sua enorme coleção. A mãe, porém, não permitia que ela fosse sozinha.

- Vá brincar, filhinha. Mais tarde levarei você à praia – sempre dizia a mamãe.

Mas, naquela manhã, diante da resposta da mãe, a menina, embirrada, saiu pela porta da cozinha e, sem que ninguém percebesse, abriu o portão e fugiu! Em sua teimosia, dizia para si mesma:

- Vou rápido, apanho as conchinhas e volto logo. Ninguém vai sentir minha falta. Não tenho medo, sou forte! Quando mamãe me chamar, já estarei de volta!

Pensando assim, correu até chegar à praia. Juntando a barra da saia, formou um cestinho e foi catando as conchinhas. Cada uma diferente da outra... E cada vez mais se entretia embalada pelo barulho das ondas e pela beleza do mar.

Quando resolveu voltar, tropeçou numa pedra e caiu na areia, esparramando as conchas pelo chão. Nesse momento, veio uma onda enorme e carregou-a para o mar!

- Socorro! Socorro! – gritou a menina, aflita.

Mas a praia estava deserta e não havia ninguém para ajuda-la! Onde estaria o salva-vidas? O que fazer, se ela não sabia nadar? Desesperada, a menina lutou contra as ondas até não poder mais.

- Adeus, mamãe! Adeus, papai! Adeus, conchinhas!... – E acabou desmaiando. Estendida sobre as águas, foi levada pelas ondas até alto-mar...

Os pais deram pela falta da menina. Sobressaltados, lembraram-se de que ela queria ir à praia... Saíram correndo, desesperados, em direção ao mar. Avistaram, de longe, o corpo sobre as águas. Sem força alguma, a mãe sentou-se no chão chorando.

Enquanto a vizinha correu para chamar a ambulância, o pai pulou no mar de roupa e tudo e saiu nadando em direção à menina. Quando ia alcança-la, as ondas a levaram de volta! Mas o pai não desistia. Estava decidido a dar a própria vida para salvar a filha! Apesar do cansaço, lutou bravamente.

De repente, como que por milagre, uma onda enorme trouxe-lhe a filha de volta... Agarrando-a, puxou-a até a praia e, exausto, desmaiou na areia!

A ambulância chegou, e imediatamente eles foram levados para o hospital. O pai recebeu um banho quente e uma boa xícara de café. Para a mãe, deram um calmante. Enquanto isso, a menina recebia massagens no tórax, injeções e aquecimentos. Mas, apesar de todos os esforços, seu coração batia fraquinho, fraquinho...

Foi então que de repente deu o primeiro sinal de vida: seu pequeno coração começou a bater mais forte, e o sangue se espalhou pelo rosto como sem cor. A criança foi aos poucos despertando, mexendo as mãozinhas e... Finalmente, abriu os olhos! Olhou para os lados e perguntou:

- Onde estou?

Todos se abraçaram, cheios de emoção!

- O que aconteceu? – Insistiu ela.

- Foi um pesadelo, filhinha.

- Agora, descanse – disseram os pais, abraçando-a carinhosamente.

Quando se recuperou, a menina compôs esta canção para contar sua historinha a todas as crianças do mundo:

Quero apanhar as conchinhas,
Na praia junto ao mar...
Mamãe é muito assustada,
Nunca me deixa brincar... 

Pois, então, irei sozinha
E ficarei sozinha também.
Não tenho medo, sou forte,
Não obedeço a ninguém!

E lá se foi a menina
Pra praia junto ao mar,
A pobre mãe ficou triste,
Sentou-se e pôs-se a chorar... 

Depois, por sobre as ondas,
Boiava a pobre menina,
Mas ela foi pro hospital
E ficou outra vez boazinha 

Ai!... Lembre-se sempre de mim...
Ai!... Lembre-se sempre de mim...

Fim.

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Histórias brasileiras são mais divertidas, passam uma mensagem de leveza e gozação.

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