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História do Carnaval do Entrudo a Chiquinha Gonzaga

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Na Grécia Antiga, era costume uma grande festa de celebração das colheitas, dançava-se cantava-se comia-se e bebia-se muito em agradecimento aos Deuses, louvando a fartura dos frutos. Em 590 D.C o Cristianismo adota essa Celebração como despedida dos prazeres mundanos na abertura da quaresma, um tempo de penitência e reparação. Carnaval “adeus a carne” em latim “carne vale”.


Essa festa que hoje é considera a maior festa do planeta, chega ao Brasil trazida pelos portugueses em forma de Entrudo. O entrudo* também chamado “dia dos gordos” caracterizava-se pela comilança pela bebedeira pela brincadeira descontraída e por muita música. Ganha as ruas com os escravos, mestiços e brancos pobres na metade do século XVll, enquanto nos salões, e sacadas dos sobrados, os ricos se divertiam cantando, dançando, molhando os passantes com água, sujando com farinha e barro. Jogava-se das janelas limões de cheiro, bolas de cera com água perfumada e papel picado.


Atrás das portas dos sobrados, rapazes se escondiam com enormes seringas de água de cheiro para molhar a multidão que dançava, cantava, tocava chocalhos, marimbas e toda sorte de tambores.

 

Atrás das portas dos sobrados, rapazes se escondiam com enormes seringas de água de cheiro para molhar a multidão que dançava, cantava, tocava chocalhos, marimbas e toda sorte de tambores.

 

Nesse período cerca de 1834 o grande acontecimento do carnaval são as máscaras trazidas de Veneza, confeccionadas de papel e cera. As máscaras simulavam animais e personagens das óperas italianas como “Pierrot, Colombina e Arlequim. 

 

O primeiro baile de máscaras que se tem notícia no Brasil aconteceu em 1840, no Hotel Itália no Rio de Janeiro.

 

Em meados do século XIX mais precisamente em 1853 ficou proibido o uso grosseiro de água, barro, tinta e farinha, sendo substituído por tiras de papel colorido e papel picado, mais tarde denominado serpentina e confetes. O uso da água de cheiro torna-se lança perfume, proibida também devido ao mau uso, permanecendo a reminiscência da água de cheiro e sua cheirosa lembrança na alfazema dos Filhos de Gandhi.

 

Vindo de Veneza, na Itália, surgiu em 1834 as máscaras de Carnaval em forma de animais e figuras das óperas: pierrôs, colombinas e arlequins. Começam os primeiros bailes de salão. Aqui, no Brasil, o primeiro foi no Hotel Itália, no Rio de Janeiro. Mas o costume de molhar e sujar começou a dar muita confusão. Nos meados do século XlX tudo isso foi proibido. Cresceu então o hábito do papel picado que passou a se chamar ‘confetes’ e as tiras de papel ‘serpentinas’. 

 

 

O Carnaval, a partir do século XIX, toma conta das cidades brasileiras, principalmente Salvador, Rio de Janeiro e Recife. E conserva algumas características do Entrudo como, por exemplo, a divisão entre pobres e ricos. As sacadas e janelas dos velhos casarões foram aos poucos sendo substituídas. Hoje, os que têm dinheiro preferem brincar nos Camarotes e Blocos de Abadás. Na rua, os pobres correm atrás dos blocos na chamada ‘pipoca’, catam material reciclados, trabalham como cordeiros e vendedores. 

 

Mas voltando à brincadeira... No fim do século XIX o Brasil viu o surgimento de um movimento musical específico de Carnaval: as marchinhas (que deu impulso ao surgimento da Música Popular Brasileira).

 

Em fevereiro de 1899, uma mulher muito corajosa chamada Chiquinha Gonzaga - uma musicista e artista importantíssima para a música brasileira – começou a compor para o Carnaval. Surge então o ‘ABRE ALAS’, a primeira marchinha que consagra sua autora e esse gênero musical que predomina no Carnaval por mais de 50 anos. 


Também nessa época, os grupos negros se organizam em Blocos e Afoxés. Um autêntico representante dessa época é os Filhos de Gandhi. No Rio de Janeiro, as Escolas de Samba crescem e tornam-se grandes organizações e também passam a ser uma atração turística maravilhosa. Na nossa Bahia, em 1950, Dodô e Osmar criam o trio elétrico e a guitarra baiana, que permanecem nas ruas até os dias de hoje.


Espero que você, minha querida Lilice, tenha entendido que uma manifestação cultural não nasce do nada. Vem caminhando com o povo e sofrendo modificações históricas e se adaptando aos novos tempos. Agora vá contar essa história para os seus amigos e com eles curta muito o seu Carnaval!

 

*Entrudo: Festa popular em formato de cortejo, que é realizada nos três dias que precedem a entrada da Quaresma. Nesses dias, os brincantes lançavam uns nos outros farinha, baldes de água, limões de cheiro, luvas cheias de areia, etc.

 

 

 

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